DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil atenção para falas de Bolsonaro sobre tarifa energética e sobre vontade de privatizar a Petrobras
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(Brasília-DF, 15/10/2021) A Política Real teve acesso ao relat;orio “Moorning Call” da XP investimentos que aponta os mercados globais em alta e no Brasil atenção para as falas de Bolsonaro sobre bandeira tarifária da energia e sobre venda da Petrobras.
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Hoje, os mercados globais amanhecem levemente positivos (EUA +0,3% e Europa +0,4%) após o índice americano S&P 500 registrar, no pregão de ontem, sua maior alta desde março, impulsionada pelos bons resultados divulgados até o momento e pela sanção pelo presidente Joe Biden da medida para elevar o teto da dívida americana por US$ 480 bilhões. O petróleo (+0,8%) amanhece em mais um dia em alta em consequência do pronunciamento da International Energy Agency, sugerindo que, enquanto a OPEC+ não realizar um aumento de produção da commodity, haverá um desequilíbrio entre oferta e demanda de 700 mil barris/dia até o final do ano. O Bitcoin (+3,3%) negocia próximo aos US$ 60 mil em reação ao tweet da SEC (CVM americana), afirmando que investidores deverão analisar os riscos e benefícios antes de investirem em um fundo detentor de contratos futuros de Bitcoin. O anúncio alimentou o sentimento de otimismo do mercado em relação à aprovação dos ETFs de Bitcoin que investem em contratos futuros do criptoativo ainda neste mês.
Do lado de indicadores econômicos, os pedidos de seguro desemprego dos EUA caíram na semana passada para um novo mínimo durante a pandemia, mostrando que os empregadores estão tendo algum sucesso em reter trabalhadores em um mercado de trabalho apertado. Ainda nos EUA, os preços pagos aos produtores aumentaram em setembro em um ritmo mais moderado, sugerindo uma trégua nas pressões da cadeia de abastecimento e escassez de materiais que aumentaram o custo de produção.
IBOVESPA -0,2% | 113.185 Pontos. CÂMBIO +0,0% | 5,51/USD
O Ibovespa descolou novamente dos mercados globais e fechou a sessão de ontem em queda de -0,2%, aos 113.185 pontos. Enquanto isso, o dólar abriu em queda reagindo ao leilão de swap do Banco Central, mas o movimento foi revertido ao longo do dia e terminou praticamente estável a R$ 5,51. No mercado de juros, as taxas futuras de juros encerraram a sessão da última quinta-feira em alta, com maior intensidade nos vencimentos intermediários, explicado pela piora no câmbio, novo aumento do preço do petróleo e ruídos na área fiscal. Além disso, o leilão de títulos do Tesouro realizado ontem foi muito maior que os anteriores, com maior oferta de ativos de prazos mais longos, o que adiciona risco. DI jan/22 fechou em 7,336%; DI jan/24 foi para 9,755%; DI jan/26 encerrou em 10,24%; e DI jan/28 fechou em 10,61%.
No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro disse ontem que vai determinar ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que “volte à bandeira [tarifária de energia] normal a partir do mês que vem”. A visão do presidente é que houve melhora na situação hidrológica por conta das chuvas recentes. A nossa estimativa é que o impacto para o IPCA pode ser de -0,31p.p. se retornarmos à bandeira vermelha 2, e de até -0,95p.p. na bandeira verde. E o IBGE divulgou ontem que a receita real do setor de serviços cresceu 0,5% m/m em agosto, acima da expectativa. A recuperação dos serviços prestados às famílias ainda está em curso e devem responder por grande parte do crescimento total do PIB neste semestre, à medida que a economia se reabre, os gastos das famílias mudem de bens para serviços e a recuperação do emprego ganhe fôlego.
No campo das empresas, o Assaí e o GPA anunciaram uma transação conjunta envolvendo a conversão das lojas do Extra Hipermercados operadas atualmente pelo GPA (PCAR3) em lojas do formato de Atacarejo, a serem operadas pelo Assaí (ASAI3) com um valor total de R$ 5,2 bilhões.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)