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ENERGIA: Energia Eólica offshore poderá ser regulamentada no Brasil; Danilo Forte, presidente da Frente de Energia Renováveis apresenta proposta

Deputado diz que só no Ceará há R$ 110 bilhões em investimentos para ser destravado

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( Publicada originalmente às 15h 45 do dia 19/10/2021) 

(Brasília-DF, 20/10/2021) A chamada energia eólica no Mar, a chamada eólica offshore poderá ser regulamentada no Brasil.  O deputado federal Danilo Forte (PSDB-CE), presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Energias Renováveis, apresentou nesta terça-feira ,19, projeto  neste sentido.

Pela proposta, outra modalidade poderá ser explorada nas águas sob domínio da União - como no mar territorial, que cobre 22km a partir do litoral, e na zona econômica exclusiva, que vai do mar territorial até 370km de distância da costa. O projeto é uma demanda do setor energético e fundamental para ampliar a capacidade de produção de energias limpas no país.

Pela a justificativa do projeto, apesar de ser uma modalidade relativamente nova, esse tipo de energia apresenta uma série de vantagens. A principal delas é a maior capacidade das turbinas utilizadas, o que permitem um considerável ganho de escala, além de propriciar uma produção constante ao longo do ano.

Danilo Forte aponta que o projeto trás segurança jurídica e regulatória a quem planeja investir na modalidade. E o Ceará tem potencial para ser especialmente beneficiado, com cerca de R$110 bilhões em investimentos na modalidade por destravar.  No último dia 6, na abertura do Proenergia 2021 - organizado pelo Sindicato das Empresas Prestadoras de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindenergia-CE) em parceria com com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) -, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará, Maia Jr, apontou que, até aquele momento, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) possuiua  umestoque de 56 GW para licenciar, sendo 11 deles apenas para o Ceará: Alpha Winf (5,1 GW), Jangada (3 GW), Dragão do Mar (1,216 GW), Camocim (1,2 GW),  Caucaia (576 MW) e Asa Branca (400 mW), representando quase 20% do total aguarando análise da instituição.

Além de tudo essa possível regulamentação poderá ajudar o Brasil a cumprir metar internacionais no enfrentamento da emergência climática

"Esse processo de transição energética em curso no mundo tende a se acelerar nos próximos dez anos, tendo como foco a descarbonização do setor energético e da mobilidade em geral. Nesse contexto, embora o Brasil detenha um setor de geração de energia elétrica com baixa emissão de carbono em comparação com o restante do mundo, deverá,

por conta de suas condições climáticas, topográficas, extensão territorial e de litoral, servir de plataforma para a descarbonização e a aceleração da transição energética em curso no planeta", escreve o parlamentar.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)

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