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GÁS: Senado aprova auxílio gás para família de baixa renda; Petrobras vai bancar o subsídio

Texto volta a Câmara dos Deputados

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( Publicada originalmente às 18h 57 do dia 19/10/2021) 

(Brasília-DF, 20/10/2021) Foi quase por unanimidade e o plenário do Senado aprovou  nesta terça-feira, 19. por 76 votos favoráveis e um voto contrário, o substitutivo ao projeto de lei que cria subsídio para compra de butijòes de gás para famílias de baixa renda. O texto volta a Câmara dos Deputados.  O subsídio será bancado pela Petrobras.

Só pessoas inscritas no CadÚnico, com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional, vão ter direito ao auxílio gás que terá duração de cinco anos. Vai ser dada preferência às mulheres vítimas de violência doméstica que estejam sob o monitoramento de medidas protetivas de urgência.

“Cada família que está no CadÚnico do Bolsa Família vai receber um subsídio que o governo federal vai definir entre 40 e 50 por cento, de acordo com o estado do Brasil em que a população esteja em maior ou menor dificuldade. E isso é muito importante, porque a média dos recursos que são pagos a famílias brasileiras no Bolsa Família é em torno de 200 reais por mês “, explicou o relator do projeto, senador Marcelo Castro (MDB-PI), em entrevista à TV Senado.

Petrobras

O subsídio terá como fontes de custeio os royalties devidos à União em função da produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos sob o regime de partilha de produção; parcela da receita de comercialização do excedente em óleo da União; bônus de assinatura nas licitações de áreas para a exploração de petróleo e de gás natural; os dividendos da Petrobras recebidos pela União e outras dotações orçamentárias.

O valor do benefício será equivalente a, no mínimo, 50% da média do preço nacional de referência do botijão de 13 quilos, sendo o pagamento do benefício feito preferencialmente à mulher responsável pela família.

O texto original previa que o subsídio seria custeado com recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), incidente sobre a importação e a comercialização de gasolina. O relator, no entanto, promoveu alterações nesse dispositivo.

“Com relação à fonte de custeio, eliminamos qualquer aumento da Cide. A nossa carga tributária já é por demais elevada e, além disso, haveria um indesejável impacto inflacionário. As fontes de custeio são relacionadas à produção de petróleo e de gás natural. Havendo aumento do preço do petróleo e, consequentemente do GLP [gás liquefeito de petróleo), a arrecadação dessas fontes também crescerá. Assim, tende a ser mantido o equilíbrio das receitas e das despesas do auxílio Gás para os Brasileiros”, explicou o relator.

Marcelo Castro destacou  ainda que o universo dos beneficiários escolhidos é o mesmo da Tarifa Social de Energia Elétrica, com a preferência para aquelas mulheres vítimas da violência doméstica, que lutam para reconstruir sua vida com dignidade. O valor do benefício, de, no mínimo, cinquenta por cento do preço do botijão, é uma solução de compromisso que permite, dentro da limitação das fontes de custeio, atingir um grande número de famílias, semelhante ao do Programa Bolsa Família, avaliou o relator.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)

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