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DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem muita clareza e no Brasil com a confirmação de programas sociais o Banco Central deverá tomar medidas

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Mercados globais sem sinais claros

(Brasília-DF, 20/10/2021) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em movimentos claros e no Brasil depois do “baque” dos auxílio emergencial de R$ 400,00 atenções para o que o Banco Central possa fazer com o juro taxa Selic na semana que vem.

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Nesta quarta-feira, os mercados globais amanhecem sem movimentos expressivos (EUA 0,0% e Europa +0,1%) enquanto investidores aguardam os resultados da Tesla e IBM, podendo fornecer pistas em relação ao atual impacto da crise dos semicondutores e inflação sobre as empresas de tecnologia. Na China (-0,3%), o mercado encerra no negativo após dados oficiais apontarem a primeira queda (mês contra mês) nos preços das moradias, sugerindo que o país precisará de novos catalisadores de crescimento no futuro, visto que o setor imobiliário representa grande parte do seu PIB. Ainda sobre a Ásia, o Fundo Monetário Internacional reduziu suas expectativas de crescimento para a região de +7,6% em 2021 para +6,5%, em virtude do avanço da variante delta e medidas restritivas para a contenção do vírus. O petróleo (-1,0%) interrompe a sua sequência de altas após pronunciamento do governo chinês sobre uma intervenção para abaixar os preços do carvão, diminuindo assim a necessidade da substituição da commodity pelos derivados do petróleo para a geração de energia.

Em economia, temos uma agenda de notícias econômicas leve nos países desenvolvidos, a atenção dos mercados se volta para a divulgação dos resultados das empresas.

IBOVESPA -3,3% | 110.673 Pontos.  CÂMBIO +1,3% | 5,6/USD

Na contramão dos mercados globais, o Ibovespa encerrou a sessão de ontem em queda de -3,28%, aos 110.673 pontos. Enquanto isso, o dólar fechou em sua maior cotação desde abriu, com alta de 1,32% a 5,593. Essa movimentação foi resultado da percepção de aumento do risco fiscal, após o anúncio de proposta do novo programa social pelo Governo que inclui R$ 30 bilhões fora do teto de gastos em seu orçamento. Esse fator também foi responsável pela disparada nos juros futuros na sessão desta terça-feira, com máximas perto de 70 pontos-base nos vértices intermediários. DI jan/22 fechou em 7,574%; DI jan/24 foi para 10,52%; DI jan/26 encerrou em 10,95%; e DI jan/28 fechou em 11,17%.

Além disso, em política internacional, após semanas de impasse, democratas dizem estar perto de acordo para avançar a agenda econômica de Biden e esperam anunciar resolução no fim da semana. As negociações, que estão senado lideradas pelos senadores Joe Manchin e Bernie Sanders, visam conciliar as posições da ala mais moderada do partido, que defende uma proposta mais enxuta, e da ala mais à esquerda, que resiste reduções no projeto.

No Brasil, a sinalização de programas sociais em 2022 acima do teto de gastos deteriora a credibilidade e eleva a aversão ao risco. Se a medida for confirmada, o Banco Central terá que revisar seu cenário fiscal básico para 2022 e provavelmente sinalizará uma política monetária mais apertada na reunião do Copom na semana que vem.

Por fim, na frente ESG, às vésperas da CoP-26, o Senado deverá aprovar nesta quarta-feira a antecipação em cinco anos da meta brasileira para reduzir suas emissões de gases estufa. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, destacou ontem que o Brasil vem presenciando choques climáticos adversos, que afetaram os preços de alimentos e energia, com impactos na inflação. Segundo ele, a agenda de sustentabilidade é importante para os bancos centrais porque essas questões têm potencial para afetar as duas principais missões das instituições: a política monetária e a estabilidade financeira.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)

 

 

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