REAGINDO: Na véspera de novo aumento de combustíveis, diz que é “complicado” falar em privatizar a Petrobras; ele disse que não vai influir na política de preços da estatal
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( Publicada originalmente às 13h 42 do dia 24/10/2021)
(Brasília-DF, 24/10/2021) O Presidente Jair Bolsonaro(sem partido) após dizer que tinha vontade de privatizar a Petrobras e que iria discutir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que é “complicado” e que, na véspera de novo aumento dos preços dos combustíveis, que não vai interferir na política de preços da empresa. Ele disse que a questão dos preços altos vem a ser um problema mundial.
"Infelizmente, pelo preço do petróleo lá fora e o comportamento do dólar aqui dentro, teremos um novo reajuste do preço dos combustíveis a partir de amanhã [25]. Prevendo isto, nós discutimos bastante um auxílio aos caminhoneiros. Sabemos que é pouco, R$ 400 mensais, mas estamos fazendo isto no limite da responsabilidade fiscal", comentou, a respeito da proposta federal de conceder uma ajuda financeira temporária a cerca de 750 mil caminhoneiros de todo o país, em função da alta do preço do diesel. Ele esteve ao lado de Guedes neste domingo, 24, visitou o Parque de Exposições da Granja do Torto, em Brasília.
Bolsonaro disse que tem conversado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o futuro da Petrobras, não descartando, inclusive, a opção de privatização – hipótese que admitiu ser “complicada.”
“Alguns querem que a gente interfira no preço, mas não vamos interferir no preço de nada. Isto já foi feito no passado e não deu certo”, disse o presidente ao admitir que não tem poderes para influenciar na definição de negócios e de preços da companhia.
Petrobras
“Não tenho poderes para interferir na Petrobras. Tenho conversado com o Paulo Guedes sobre o que propormos fazer com ela para o futuro. É um monopólio, a legislação a deixa praticamente independente. Eu indico o presidente [da empresa], e nada mais que isto”, comentou Bolsonaro, que, esta manhã, visitou o Parque de Exposições da Granja do Torto, em Brasília, na companhia do ministro da Economia, Paulo Guedes. "E privatizá-la não é colocar na prateleira e tudo bem. É complicada a situação. Eu teria privatizado muito mais coisas se não tivesse essa burocracia toda", acrescentou.
ICMS
Bolsonaro não perdeu oportunidade e criticou, novamente, a forma para calcular o valor do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado pelos estados.
“Estamos buscando uma forma de minorar este problema. Tanto que, há três meses, entrei com um processo no Supremo [Tribunal Federal], que ainda não se manifestou. Não é justo o ICMS incidir em cima dos próprios impostos federais, da margem de lucro, bem como no frete […] É uma forma de calcular que não é equivocada, é injusta”, disse Bolsonaro, reafirmando que, desde janeiro de 2019, o governo federal mantém os impostos federais congelados.
“O que não acontece com o ICMS [cobrado pelos estados]. Toda vez que há algum reajuste no preço dos combustíveis é muito grande, os governadores ganham ainda mais [com o imposto]. Lamento a demora do STF em decidir esta questão”, concluiu o presidente.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)