CPI DA PANDEMIA: Rodrigo Pacheco discorda do indiciamento de Luiz Carlos Heinze mas nada fala de Flávio Bolsonaro; ele disse que não vai interferir e que CPI é que decide
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( Publicada originalmente às 15h 58 do dia 16/10/2021)
(Brasília-DF, 27/10/2021) O senador Rodrigo Pacheco(PSD-MG), presidente do Senado divulgou nota afirmando que é contrário ao indiciamento do senador Luiz Carlos Heinze no relatório final da CPI da Pandemia no Senado. Ele diz que não vai interferir na CPI, mas que considera a medida um excesso. Destaque-se que Pacheco nada comentou do indiciamento de outros parlamentes, como o também senador Flávio Bolsonaro(sem partido-RJ) .
“Nunca interferi e não interferirei nos trabalhos da CPI. Mas, pelo que percebo, considero o indiciamento do Senador Heinze um excesso. Mas a decisão é da CPI". Senador Rodrigo Pacheco, presidente do Senado.”, disse.
Outras reações
Logo quando foi anunciado o indiciamento os senadores Eduardo Girão (Podemos-CE) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) discordaram quanto ao posicionamento do relator Renan Calheiros (MDB-AL) de inserir o senador Luís Carlos Heinze (PP-RS) na lista dos indiciados da CPI.
“Uma medida radical como essa passa um claro recibo de revanchismo, de perseguição. Quem tem moral aqui para falar, se no dia que vieram médicos fazer o contraponto se retiraram, não compareceram. Isso é uma covardia “, afirmou Girão.
Segundo ele, Heinze tem convicções, trouxe pesquisas à CPI e participou de quase todas as sessões.
Alessandro ponderou que o senador Heinze foi alertado várias vezes, tendo sido representado no Conselho de Ética do Senado.
“A minha pretensão é ter um parâmetro só para que se saiba que, quem dissemina notícias falsas no tocante à saúde pública ataca a saúde dos brasileiros
O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do Governo no Senado, se manifestou contra o indiciamento do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), que, segundo ele, marcou posição a favor do "tratamento preventivo" sem jamais ter feito campanha contra a vacinação ou a favor de promessas de cura infalível.
“Ao contrário, exerceu seu mister parlamentar e, em atuação sempre destacada junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia, se empenhou para tornar o Brasil autossuficiente na fabricação de imunizantes.”, disse.
O senador Jorginho Mello (PL-SC) criticou o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmando que ele "não tem condições morais" para indiciar ninguém.
“Ele não é exemplo para ninguém no Brasil. Tem três inquéritos no Supremo Tribunal Federal e quer enquadrar um senador que nem o Heinze, que é um homem ficha limpa”, disse Jorginho.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)