DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em baixa e no Brasil atenção para a reunião do Copom
Veja os números
(Brasília-DF, 27/10/2021) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globias estão negativos e no Brasil atenção para a reunião do Copom.
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Nesta quarta-feira, bolsas internacionais amanhecem levemente negativas (EUA -0,1% e Europa -0,3%) após o S&P 500 registrar máxima histórica pela 57ª vez em 2021, impulsionado pela forte temporada de balanços. Até o momento 30% dos membros do índice reportaram seus resultados e 82% das companhias superaram as expectativas de lucro. Na China (-1,3%), o mercado encerra em campo negativo ao passo que a Comissão Federal de Comunicações dos EUA, suspendeu a autorização para a subsidiária local da China Telecom operar no país, alegando riscos à segurança nacional e alimentando temores sobre um novo escrutínio americano sobre as empresas chinesas. O petróleo (-1,2%) amanhece em queda, após fechar em máxima dos últimos sete anos, devido a um aumento mais alto que o esperado de 2,2 milhões de barris nos estoques americanos vs. 1,9 milhões projetados pelos analistas.
Em economia, os preços das ações e das commodities caem com as preocupações sobre a recuperação global devido à escassez de matérias-primas e ao aumento dos salários e dos custos de energia. No Brasil, o foco hoje está na reunião do Copom. As expectativas do mercado variam de 1,25 a 3,00 pp de alta da taxa Selic, refletindo as incertezas causadas pelo risco fiscal. Os números do IPCA-15 de outubro divulgados ontem bem acima das expectativas, complicaram ainda mais o quadro.
IBOVESPA -2,1% | 106.420 Pontos. CÂMBIO +0,2% | 5,57/USD
Na contramão das bolsas americanas que bateram novos recordes de pontuação na sessão de ontem (26/10), o Ibovespa fechou na sua segunda pior pontuação do ano aos 106.420 pontos, com uma queda de -2,11%. Enquanto isso, o dólar fechou com alta de 0,19% aos R$ 5,57. As taxas futuras de juros, fecharam em forte alta até os vencimentos intermediários na sessão de ontem. Todo esse movimento acontece por uma reação do mercado ao IPCA-15 de outubro que ficou acima das estimativas na véspera da decisão do Copom. DI jan/22 fechou em 8,568%; DI jan/24 foi para 12,00%; DI jan/26 encerrou em 11,96%; e DI jan/28 fechou em 12,02%.
Além disso, em política internacional, no Congresso americano, cresce a preocupação entre democratas sobre a possibilidade de não haver acordo sobre o Plano das Famílias Americanas até quinta-feira, dia no qual Joe Biden deve viajar a Europa para reunião do G-20. O presidente tem importante papel em mediar reuniões e aproximar posições das diferentes alas do partido, portanto sua presença em Washington é considerada relevante para um acordo. Além disso, parlamentares relatam inquietações sobre perda de ímpeto uma vez ultrapassado o prazo simbólico.
Por fim, na frente ESG, do lado das empresas brasileiras, a Petrobras vem desenvolvendo tecnologias para garantir produção de óleo e gás com emissões reduzidas, afim de contribuir com a meta de redução de emissões absolutas operacionais totais em 25% até 2030; e o Itaú anunciou a adesão ao Net-Zero Banking Alliance (NZBA), acordo mundial liderado pela ONU – desde 2016, o banco já “zera” as emissões de suas operações (escopo 1) e da energia que consome (escopo 2), mas agora vai zerar também o que é gerado pela sua carteira de crédito, ou seja, as empresas que financia (escopo 3); o Bradesco aderiu a esse compromisso em julho e o Santander, por fazer parte do conglomerado espanhol, também já participa do programa.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)